A fotografia se apresenta como linguagem autônoma, muitas vezes pouco manipulada digitalmente, situada entre o registro do instante e a invenção poética. Sem hierarquias de uso, atravessa corpos, cidades, comunidades e os ritmos diversos das convivências mundo afora. É uma escuta visual do ser e de suas geografias afetivas. A aproximação com o cotidiano revela um interesse pelo gesto ordinário, pelo tempo que pulsa nas margens. O gosto pelas fotocolagens — que também atravessa suas pinturas — amplia esse jogo entre fragmento e composição, entre realidade e fabulação.
.
Photography emerges as an autonomous language, often minimally edited, positioned between documentary impulse and poetic invention. Unrestricted in its use, it moves through bodies, cities, communities, and the varied rhythms of coexistence across the globe. It becomes a visual listening to the self and its affective geographies. This closeness to the everyday reveals an interest in the ordinary gesture, in time pulsing from the margins. A clear affinity for photomontage — also present in her paintings — expands this play between fragment and composition, between reality and imagination.